Dica 6: O que não comprar no supermercado?

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Aqui em casa, todos temos um pouco de intolerancia a lactose, então raramente compramos leite de vaca. Quando o Roberto, meu filho, parou o aleitamento materno comecei a introduzir derivados de leite e descobrimos que ele é muito intolerante, aí começou a caça à alternativas.

No começo, fiz em casa alguns leites vegetais com aveia, arroz, amêndoas que quase nunca eram consumidos inteiros, ele tomava um copinho hoje e no outro dia já não queria e nós acabávamos perdendo o resto. Fui atrás de soluções industrializadas mas me incomodova um pouco a quantidade de conservantes que encontrava nos leites do mercado, além de saber que eles não seriam consumidos e mais da metade iria para o lixo.

Conversando com uma nutricionista sobre minhas preocupações, ela me ensinou a fazer um leite mais nutritivo e na medida certa para consumo imediato. Agora compartilho com vocês:

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  • 1 colher de sopa de manteiga de castanha da sua preferência, sempre leia o rótulo e opte por versões que contenham só a castanha e nenhum açucar ou sal na composição. Gosto de variar, já fiz de amêndoa, amendoim, castanha de caju.
  • 1 xícara de água fervendo.

Misture os dois ingredientes até dissolver a manteiga, eu prefiro usar o mixer para garantir que fique bem líquido.

Para quem gosta de mingau de aveia, já preparo o leite junto com os demais ingredientes, levo a manteiga vegetal com água fria na panela, adiciono a aveia, uma banana e deixo cozinhar por alguns minutos, vira um ótimo café da manhã quentinho.

Agora, vamos aos valores, ao comprar um leite de amêndoas pronto no mercado aqui nos Estados Unidos você gasta em média US$3,50 por litro. Fazendo a receita que recomendo você gastaria US$1,16 pela mesma quantidade. Um pote de 454gr uma manteiga de qualidade sai por US$7 na média e rende 24 colheres de sopa suficientes para preparar 6 litros de leite, sem contar que usando essa alternativa não há desperdício e garantimos que não estamos bebendo conservantes que desconhecemos.

Dica 5: O que não comprar no supermercado?

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Depois de uma pausa, uma pausa para pensar em novos projetos, uma pausa para me apropriar do conteúdo que posto por aqui, uma pausa para pegar leve com a cobrança que tenho comigo mesmo, uma pausa para ouvir feedbacks sobre meu projeto volto com a série do que não comprar no supermercado e já com vários textos na manga sobre como lidar melhor com dinheiro.

Tenho que confessar quando era mais jovem, morria de vergonha de meus pais sempre terem uma garrafinha reutilizável com água no carro, não entendia o porquê não podíamos comprar água como todo mundo. Bom cresci, mudei e vi o quanto caro e como não legal com o meio ambiente essas garrafas são.

Casei, instalei um filtro na torneira de casa, onde trabalhava os galões de água foram substituídos por filtros e estava muito feliz com esse modelo. Quando mudei para Shanghai, todos me alertaram sobre a qualidade da água, os metais pesados enfim, mas pagar ter água não era uma opção para mim, então pesquisei, comprei um bom filtro e usava a água filtrada para tudo, cozinhar, beber. E assim seguimos com a mesma marca de filtro sempre trocando a casa dois meses, agora mais aliviada de não estar mais na China e saber que a água nos Estados Unidos pode ser tomada da torneira.

Eliminar a compra de água engarrafada de nossas vidas diárias é uma das maneiras mais fáceis de economizar dinheiro e fazer bem ao planeta. É nosso trabalho tomar uma decisão inteligente entre nosso orçamento e saúde do planeta versus a garrafa diária de água que compramos com nosso almoço, a caminho da academia ou com nosso café da manhã. De acordo com a campanha “Band The Bottle”, “Os oito copos de água recomendados por dia equivalem a cerca de US$ 0,49 por ano; a mesma quantidade de água engarrafada é de cerca de US $1.400″. Isso mesmo US$1.400 jogados no lixo em recipientes plásticos.

Segundo esse artigo, em 2016, o mundo comprou mais de 480 bilhões de garrafas plásticas de água. Menos da metade disso foi coletado e enviado para reciclagem. E apenas 7% delas encontraram uma segunda vida como garrafas novas. O resto ou seguiu para lixões e aterros sanitários ou foi poluir terra e mar. Em 2021, segundo estimativas da Euromonitor, o uso de garrafas plásticas de água aumentará para 583,5 bilhões de unidades. Então que tal, juntos pensarmos em reduzir a quantidade para essa estimativa nunca chegar a ser verdade.

Para quem mora aqui nos Estados Unidos, recomendo esse site para consultar a qualidade da água da cidade que vivemos e quais marcas filtram os poluentes e metais pesados existentes nela. E para quem está no Brasil, esse link traz a lista dos melhores purificadores vendidos no Brasil.

Mais conteúdo por aqui:
TED Talks: A Economia Injusta Do Plástico
TED Talks: Verdades Duras Sobre A Poluição Do Plástico

Dica 4: O que não comprar no supermercado?

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Essa dica foi meu divisor de águas na economia doméstica, como eu gostava de comprar legumes, verduras e frutas pre lavados e cortados, tudo pronto para ser consumido. Era daquelas que levantava a bandeira que ter tudo a mão era a única maneira de comer saudável quando se tem pouco tempo mas também de ficar mais pobre né?

Confesso que ainda tenho recaídas ainda mais porque aqui nos Estados Unidos esse tipo de produto nem é tão caro mas mesmo assim dá para economizar alguns dólares comprando o alimento inteiro e lavando em casa.

Uma dica, compre um jogo de facas bom e uma tábua bem bonita, coloque um podcast, higienize os alimentos e prepare as porções assim que chegar do mercado. Quer um incentivo maior para cortar seus próprios alimentos, aposto com você que depois desse documentário nunca mais você vai comprar alho descascado ou temperos prontos.

Dica 3: O que não comprar no supermercado?

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A próxima dica que vou dar são baterias e pilhas, ainda mais depois que viramos mães, só nos damos conta que precisamos de pilhas quando aquele carrinho de controle remoto que seu filho ama para de funcionar, corremos e compramos as pilhas no primeiro caixa de mercado que encontramos. E você sabia que os mercados tem uma enorme margem de lucro sobre as baterias? Pois é, eles sabem que se vamos comprar, é porque estamos dispostos a pagar qualquer preço.

Como evitar? Fique de olho em promoçoes online, ou compre em lojas de atacado, tenha sempre um estoque em casa em um lugar de fácil acesso, e se quiser investir agora para economizar a longo prazo compre pilhas recarregáveis.

Para quem está no Brasil, esse site tem ótimas opções de preços além de outras coisas incríveis para facilitar sua vida em casa.

Dica 2: o que não comprar no mercado?

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Essa segunda dica eu devia ter aplicado muito antes para evitar compras por impulso, vamos falar aqui sobre comprar utensílios de cozinha no supermercado. Eu era daquelas que sempre saia do Pão de Açúcar com um potinho de cerâmica fofo que provavelmente custava o dobro do preço de uma loja especializada ou que eu nem precisava ter comprado.  Até hoje tenho que me segurar quando vou num mercado americano e todas as coisas sazonais que eles vendem por aqui, se bobear no fim do ano você tem quatro tábuas de carne cada uma decorada para cada estação do ano. O que eu faço agora? Nem entro nesse corredores e se preciso de algo procuro na internet por promoções, leio os comentários de quem comprou os produtos e decido onde é melhor comprar.

Uma dica também é ir em lojas como Miniso, Daiso, e para quem mora em São Paulo, na 25 de março tem várias lojas de utensílios para casa com uma variedade imensa de produtos e preços. Aqui nos Estados Unidos, vale a pena visitar lojas de um dólar para coisas baratinhas, no Ikea tem bastante variedade por preço bom e lojas como a HomeGoods dá para garimpar peças mais exclusivas.

 

Dica 1: o que não comprar no supermercado?

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Quando morava em São Paulo, economizar nas compras do mercado não era uma prioridade, o que eu queria mesmo era ir em único lugar e comprar tudo o que precisasse bem rápido, sem filas e sem complicações. Ao mudar para Shanghai, onde o custo de vida é ainda mais alto do que em São Paulo precisei descobrir como conseguir melhores preços e isso implicava ir em mais de um lugar para poder comprar tudo o que precisava na semana e agora nos Estados Unidos já pude descobrir alguns truques para gastar menos ao longo prazo.

Vou começar uma série de posts com algumas dicas do que não comprar no supermercado que aprendi com minha mudança de pensamento e gastando um pouco mais de tempo planejando você pode economizar muito dinheiro.

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  1. Temperos, castanhas e grãos: esses itens são muito caros nos supermercados, se você mora no Brasil uma dica é tirar um dia do mês e ir ao Mercado Central ou zona cerealista da sua cidade e comprar os produtos a granel. Por exemplo, um pacote de 200gr de quinoa em grãos no Pão de Açúcar custa R$20,25 e a mesma quantidade a granel na Zona Cerealista sairia R$7,99. Está com preguiça de ir sair de casa, descobri que nesse site você pode ter o preço baixo com a facilidade de receber em casa. Uma dica que me ajudou muito quando estava na China é comprar a granel e dividir com as amigas, fiz muito isso com chás e temperos, assim não há desperdício e sai mais barato para todo mundo. Gosto muito também de congelar ou desidratar temperos frescos, sabe aquele maço de salsinha que você compra na feira e depois de dias estraga na geladeira? Você pode chegar do mercado lavar, picar, colocar num potinho e congelar, esse vídeo traz mais dicas para armazenar suas ervas. Para quem mora nos Estados Unidos comprar esses itens pela Amazon ou mercados como Costco e Sam’s Club pode sair muito mais em conta que comprar em um supermercado convencional, por exemplo na Amazon 737gr de alho em pó custa US$7,67 quase o mesmo preço de um pote com 262gr que no no Kroger sairia por US$6,49. Lembre-se que quanto mais a granel você consumir, menos embalagens e menos lixo produzido. O planeta e seu bolso agradecem.

Tudo o que você precisa saber sobre fundo de emergência

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Agora que todas suas despesas estão mapeadas, você até já cortou alguns gastos, vamos falar sobre fundo de emergência. Você sabe o que é isso? Fundo de emergência é uma quantia de dinheiro que você designa para honrar suas contas caso um imprevisto aconteça, por exemplo despesas médicas ou a perda de emprego. O ideal é ter o equivalente a três a seis meses do seu custo mensal de vida guardado em um investimento que possa ser acessado facilmente caso algo inesperado aconteça mas não tão fácil para que você saque com seu cartão de débito. Eu particularmente gosto da ideia de ter seis meses guardados, ainda mais morando fora do Brasil.

E agora? Eu não tenho um fundo de emergência, o que eu faço? Bom sinto lhe informar, é urgente que você construa sua reserva de emergência. O fundo de emergência passará a ser uma linha obrigatória no seu orçamento assim como a conta do celular.

Onde guardar? Como disse esse dinheiro tem que se manter intocado, então não pode ser guardado na sua conta corrente, mas ele tem que poder ser retirado no mesmo dia que você precise. Para quem está no Brasil e busca algo mais rentável que a poupança o Tesouro Selic ou um CDB com liquidez diária são ótimas opções, converse com seu banco ou com sua corretora para programar aplicações mensais. Para quem está aqui nos Estados Unidos, o ideal seria ter um “saving account” num banco diferente da sua “checking account”. Mas caso você tenha preguiça, ache difícil administrar, peça ao seu gerente que crie um “saving account” exclusivo para seu fundo de emergência.

Quanto guardar? De acordo com seu orçamento você pode determinar quanto deve guardar mensal para atingir o seu objetivo, mas como é uma emergência possuir essa reserva, todo corte que você fizer pode ajudar acelerar esse processo. Para tornar mais divertido, você pode criar diferentes desafios, por exemplo nesse mês não comeremos em restaurantes, no outro não comprarei roupa e no terceiro vou só usar transporte público e caso alcance seus primeiros 1.000 reais guardados, pode se dar um prêmio como ir ao cinema, ou comprar um vinho para celebrar sua vitória com seu parceiro.

Pense também em coisas que você pode fazer para ter uma renda extra. Você faz um brigadeiro maravilhoso, por que não vender alguns e todo o lucro ir para sua reserva de emergência? Sabe aquela adega super hi-tech que você ganhou de casamento, e está lá cheia de bugigangas e nenhum vinho? Tenho certeza que alguém ficaria muito feliz de comprá-la e esse dinheiro pode ir direto para seu fundo. Toda quantia inesperada que entrar pode ser poupada como a restituição do imposto, um cheque que você ganhou do seu avô de aniversário (sim, viramos adultos mas seremos para sempre netos).

Pode parecer árduo, mas pense como pode ser libertador saber que você está preparado para qualquer eventualidade que aconteça, porque ser rico não é ter só dinheiro mas sim a liberdade fazer as escolhas sem se prender por limitações financeiras.